A Pastoral da Criança está presente especialmente nas periferias das grandes cidades e nos bolsões de pobreza e miséria dos pequenos e médios municípios brasileiros, tanto no meio urbano e rural quanto em áreas indígenas e principalmente na Região Amazônica. Partindo do princípio que o trabalho essencial da Pastoral da Criança é a organização da comunidade e a capacitação dos líderes voluntários que assumem a tarefa de orientar e acompanhar as famílias vizinhas, a proposta deste projeto é intensificar em áreas carentes a educação em ações básicas de saúde, buscando uma melhoria na qualidade das capacitações e no acompanhamento, priorizando as regiões mais necessitadas que muitas vezes não tem acesso a informações sobre saúde, nutrição, educação e cidadania.
Tudo começou em 1982, em uma reunião da ONU sobre a paz mundial, na Suíça. James Grant, na época diretor executivo do UNICEF, que sugeriu ao Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns a criação de um projeto de Igreja para combater as altas taxas de mortalidade infantil no Brasil, provocadas principalmente pela diarréia. Em seu retorno, Dom Paulo procurou sua irmã, a Dra. Zilda Arns Neumann, e propôs-lhe que desenvolvesse o projeto. A CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil indicou seu atual presidente, Dom Geraldo Majella Agnelo, na época Arcebispo de Londrina, para acompanhar a Dra. Zilda Arns no desenvolvimento do trabalho.